A inclusão no ambiente escolar, depende da adequação dos materiais didáticos, espaço físico, bem como, pequenos cuidados que devem ser observados durante a convivência.
O primeiro passo para fazer a inclusão é fazer com que os pais aceitem e ajudem seus filhos no desenvolvimento, "explica Nereide Albuquerque, Assistente Social", apontados por defensores da educação inclusiva como uma instituição que segrega os portadores de deficiência, mas que vem, de uns tempos para cá se preocupando cada vez mais com a inclusão.
Sobre a deficiência na perspectiva sócio-histórica, Vygotsky destaca a importância do social na construção do sujeito, dando ênfase à relação entre o desenvolvimento e a aprendizagem, defendendo que esse desenvolvimento não se dá apenas uma dimensão biológica, mas, principalmente, depende da aprendizagem que ocorre através das interações sociais, vendo a deficiência sob dois aspectos: primário (problema biológico) e secundário (condição social).
Para que haja o desenvolvimento, o professor deve observar principalmente a deficiência secundária. Cabe ao professor fazer a sondagem e nunca o diagnóstico, para determinar limites, estabelecendo o preconceito e consequente exclusão.
Para Vygotsky o universo social tem fundamental importância no processo de constituição do sujeito, portanto, a mediação do professor é crucial, nessa mesma constituição. Considera o papel do professor como essencial no processo de ensino-aprendizagem, sendo o mediador antecipando o desenvolvimento do aluno, propondo desafios que lhe auxilie na busca pelo significado de seu mundo.
A escola inclusiva não se refere apenas a alunos considerados deficientes. A inclusão é muito mais do que estar no mesmo espaço, trocar experiências, socializar-se, devendo ser respeitado nas suas diferenças, não ter de se submeter a uma cultura, a uma fonte de aprender, a uma língua que não é a sua, é sentir-se parte do grupo, identificar-se com ele, num processo constante de conhecimento e de reciprocidade, incluir não é torná-lo igual, mas, respeitar sua diferença e libertá-lo do ônus, por ser diferente, numa sociedade que estabelece padrões únicos.
A inclusão caracteriza-se num movimento conjunto, em que a sociedade também se modifica para atender a diversidade, garantindo os seus direitos, o respeito, possibilitando aos alunos deficientes tornarem-se sujeitos ativos, reflexivos e críticos.
Segundo Montoam (1977), a educação inclusiva deve entrar pela escola regular para que haja inclusão, o ensino especial deve ser absorvido pelo ensino regular, mas, para isso é necessário que a escola passe por um processo de transformação.
Para que a escola de fato seja inclusiva tem de ter uma filosofia de profundo respeito às diferenças.
Segundo Vygotsky, a inclusão escolar tem que ser significativa para o sujeito, dar sentido e significado a sua vida, trata-se de possibilitar interações sociais que sejam mediadoras proporcionando ao sujeito que compreenda o mundo que está inserido e possa ser autônomo, participativo e ativo na construção desse mundo e da sua própria história.
A escola inclusiva deve desafiá-lo, instigá-lo, buscar formas de não reforçar o sentimento de incapacidade, mas desenvolver suas potencialidades.
Essas mudanças, porém, ainda precisam concretizar-se na sociedade, que ainda convive com práticas discriminatórias nos mais diversos sentidos, como também nos espaços educacionais, uma vez que pensar a inclusão é pensar a conquista e o exercício da cidadania.
Sendo assim, a escola, deve ser um dos espaços onde o aluno adquire saberes que lhe permitam saber seus direitos, exigir o cumprimento deles e compreender a necessidade de exercê-los. A escola deve ter como princípio o ato educativo intencional, fundamentado no respeito às diferenças educacionais, produzindo uma forma diferenciada de educação, tendo a possibilidade de trabalhar a partir da consciência, da particularidade que se coloca na diversidade, sendo um desafio para que consiga efetivar os preceitos de igualdade para todos.






Deficiente... é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
