Este vídeo é uma colaboração da Revista Escola Abril
Em busca de adquirir conhecimentos sobre o Autismo na Criança e sua relação com a educação, gostaria de pesquisar e compartilhar com os que tiverem interesse nesse tema.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A experiência de Matheus, um aluno autista na escola
Este vídeo é uma colaboração da Revista Escola Abril
O que o professor precisa saber para trabalhar com criança com deficiência
A cada novo conteúdo a ser ensinado, de acordo com seu planejamento, você se depara com a tarefa de sondar quanto a turma já sabe sobre aquilo para determinar como levá-la a avançar. Quando há uma criança com deficiência na sala, a história não deve ser diferente. É preciso verificar também o que ela já conhece e seguir em frente com as etapas previstas. Mais do que se basear num diagnóstico médico que limite as possibilidades dela, proponha situações de aprendizagem desafiadoras para descobrir até onde ela pode chegar.
Colocando o foco no aprendizado e considerando cada criança em suas particularidades, você evita a preocupação demasiada com os sintomas ou com a adequação do comportamento dela. "É muito complicado transportar um diagnóstico médico para a sala de aula. Ele ajuda, mas não pode ser um rótulo que se tenha de carregar e impeça o aprendizado", afirma Simone Kubric, educadora do Trapézio - Grupo de Apoio à Escolarização, em São Paulo. Não são raras as ocasiões em que o aluno supera as expectativas criadas pelos médicos, surpreendendo a todos com seu desempenho.
Para investigar o que os alunos com algum tipo de deficiência já sabem, você pode usar as mesmas estratégias que prepara para os demais, desde que adote diferenciações adequadas a cada necessidade da criança. O importante é colocar todos os estudantes em contato com aquilo que pretende ensinar.
A estratégia escolhida deve permitir que eles usem, durante a sondagem, informações e práticas já conhecidas. Os resultados dão uma idéia dos conhecimentos prévios de cada um, evitando que você proponha situações fáceis demais - e, portanto, desmotivantes - ou apresente algo exageradamente complexo, que os alunos, naquele momento específico, ainda não têm condição de se apropriar.
Dada a aula, você tem pela frente a tarefa de avaliar o que todos aprenderam. Aqui é preciso evitar o erro de comparar crianças diferentes, ou querer nivelar o desenvolvimento da turma. Isso vale para crianças com e sem deficiência. O desempenho de cada aluno deve ser confrontado com o conhecimento prévio que ele tinha, levando em conta suas possibilidades individuais. "O correto é comparar cada aluno com ele mesmo", diz Silvana Lucena Drago, responsável pelo setor de Educação Especial da Diretoria de Orientação Técnica da prefeitura de São Paulo.
A inclusão que ensina
A nova política nacional para a Educação Especial é taxativa: todas as crianças e jovens com necessidades especiais devem estudar na escola regular. Desaparecem, portanto as escolas e classes segregadas. O atendimento especializado continua existindo apenas no turno oposto. É o que define o Decreto 6.571, de setembro de 2008.
O texto não acaba com as instituições especializadas no ensino dos que têm deficiência. Em lugar de substituir, elas passam a auxiliar a escola regular, firmando parcerias para oferecer atendimento especializado no contraturno.
Na prática, muda radicalmente a função do docente dessa área. Antes especialista em uma deficiência, ele agora precisa ter uma formação mais ampla. "Ele deve elaborar um plano educacional especializado para cada estudante, com o objetivo de diminuir as barreiras específicas de todos eles", diz Maria Teresa Eglér Mantoan, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e uma das pioneiras nos estudos sobre inclusão no Brasil.
Ensinar os conteúdos das disciplinas passa a ser tarefa do ensino regular, e o profissional da Educação Especial fica na sala de recursos para dar apoio com estratégias e recursos que facilitem a aprendizagem. É ele quem se certifica, ainda, de que os recursos que preparou estão sendo usados corretamente. "Ele informa a escola sobre os materiais a serem adquiridos e busca parcerias externas para concretizar seu trabalho", afirma Maria Teresa.
A princípio, esse educador não precisa saber tudo sobre todas as deficiências. Vai se atualizar e aprender conforme o caso. Ele pode atuar na sala comum de longe, observando se o material está sendo corretamente usado, ou estender os recursos para toda a turma, ensinando a língua brasileira de sinais (Libras), por exemplo. Quem souber se adaptar não correrá o risco de perder espaço. "O profissional maleável é bem -vindo," garante Maria Teresa.
O momento atual é de construção. De fato, a inclusão na sala de aula está sendo aprendida no dia a dia,com a experiência de cada professor." Mas não existe formação dissociada da prática. Estamos aprendendo ao fazer," avalia Cláudia Pereira Dutra, secretária de Educação Especial do Ministério da
Educação.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e ter o privilégio de conviver e compartilhar experiências e vivências com pessoas diferentes de nós.
Educação Inclusiva I
A Constituição afirma que todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, que a educação é direito de toda criança, adolescente ou adulto tendo ou não qualquer tipo de dificuldade.
A Educação Inclusiva defende que cada indivíduo possa viver e participar ativamente na construção de um mundo melhor.
A escola deve se adequar à necessidade da criança, jovem ou adulto, tendo espaços e profissionais capacitados.
A Educação Inclusiva defende que cada indivíduo possa viver e participar ativamente na construção de um mundo melhor.
A escola deve se adequar à necessidade da criança, jovem ou adulto, tendo espaços e profissionais capacitados.
sábado, 20 de outubro de 2012
Política de Educação Inclusiva
Direito à Diversidade - O Programa promove a formação continuada de gestores e educadores das redes estaduais e municipais de ensino para que sejam capazes de oferecer educação especial na perspectiva da educação inclusiva. O objetivo é que as redes atendam com qualidade e incluam nas classes comuns do ensino regular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Atualmente, o programa está em funcionamento em 162 municípios-polo. Em parceia com o Ministério da Educação, esses municípios oferecem cursos, com duração de 40 horas, em que são formados os chamados multiplicadores. Após a formação recebida, eles se tornam aptos a formar outros gestores e educadores.
De 2003 a 2007, a formação atendeu 94.695 profissionais da educação com a participação de 5.564 municípios.
http://portal.mec.gov.br
Direito à Diversidade - O Programa promove a formação continuada de gestores e educadores das redes estaduais e municipais de ensino para que sejam capazes de oferecer educação especial na perspectiva da educação inclusiva. O objetivo é que as redes atendam com qualidade e incluam nas classes comuns do ensino regular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Atualmente, o programa está em funcionamento em 162 municípios-polo. Em parceia com o Ministério da Educação, esses municípios oferecem cursos, com duração de 40 horas, em que são formados os chamados multiplicadores. Após a formação recebida, eles se tornam aptos a formar outros gestores e educadores.
De 2003 a 2007, a formação atendeu 94.695 profissionais da educação com a participação de 5.564 municípios.
http://portal.mec.gov.br
Deficiente... é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.Louco... é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego...é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo... é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho.
Mudo... é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico ... é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético...é quem não consegue ser doce, sem sofrer por isso...
Anão...é quem não sabe deixar o amor crescer.
E finalmente, a pior das deficiências é ser 'miserável', pois Miseráveis são todos os homens que não conseguem falar com Deus.
Mário Quintana
domingo, 14 de outubro de 2012
A educação especial no Brasil teve início em meados do século XX, por volta de 1950 surgiram estabelecimentos de ensino próprio (APAE), para deficientes, buscando suprir a falta desse tipo de serviço e para minimizar a ineficácia do Estado.
A partir da Constituição de 1988, que assegurou a garantia contra qualquer tipo de discriminação e concedendo atendimento educacional especializado ao deficiente da rede regular de ensino.
A Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº 9394, apresenta a educação especial como uma modalidade de educação escolar que deve situar preferencialmente na rede regular de ensino, e quando não for possível a integração de alunos com algum tipo de deficiência em classes comuns.
Santa Catarina foi um dos pioneiros na integração escolar das crianças com deficiências. Em 1988 instituiu-se a política de integração dos alunos dessa modalidade de ensino, em escolas regulares, com o plano de trabalho "Matrícula Compulsória", com isso nenhuma escola pública poderia negar matrícula sob qualquer alegação. Segundo a Lei Federal nº 7853 de 24/10/1989, em seu Artigo 8, recusar um aluno com deficiência é crime.
A partir da Declaração de Salamanca, aprovada na Conferência Mundial de Educação Especial (1904), passou-se a considerar a inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais em classes regulares como a reforma mais avançada de democratização das oportunidades educacionais (Bueno - 1997).
A partir da Constituição de 1988, que assegurou a garantia contra qualquer tipo de discriminação e concedendo atendimento educacional especializado ao deficiente da rede regular de ensino.
A Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº 9394, apresenta a educação especial como uma modalidade de educação escolar que deve situar preferencialmente na rede regular de ensino, e quando não for possível a integração de alunos com algum tipo de deficiência em classes comuns.
Santa Catarina foi um dos pioneiros na integração escolar das crianças com deficiências. Em 1988 instituiu-se a política de integração dos alunos dessa modalidade de ensino, em escolas regulares, com o plano de trabalho "Matrícula Compulsória", com isso nenhuma escola pública poderia negar matrícula sob qualquer alegação. Segundo a Lei Federal nº 7853 de 24/10/1989, em seu Artigo 8, recusar um aluno com deficiência é crime.
A partir da Declaração de Salamanca, aprovada na Conferência Mundial de Educação Especial (1904), passou-se a considerar a inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais em classes regulares como a reforma mais avançada de democratização das oportunidades educacionais (Bueno - 1997).
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
"Temos o direito a ser iguais quando a diferença nos
inferioriza; temos o direito a sermos diferentes,
quando a igualdade nos descaracteriza".
Boaventura de Souza Santos
Autismo - é um distúrbio que afeta o desenvolvimento da criança já nos três
primeiros anos de vida, especialmente nos aspectos de: Linguagem, Interações Sociais e Variabilidade Comportamental.O autismo é mais comum em meninos. A cada três ou quatro autistas, apenas um é do sexo feminino.
Como reconhecer o autismo - a criança não mantém contato visual com quem fala com ele; apatia e isolamento nas relações sociais, a criança prefere ficar sozinha, focada em objetos luminosos, sonoros ou movimentos repetitivos; irritabilidade excessiva, sem causa aparente, mudanças no comportamento alimentar; alterações no sono.
Causas - embora não haja estudos conclusivos, sabe-se existe um componente genético relacionado a essa desordem. Também supõe-se que o problema esteja relacionado a infecções virais contraídas pela mãe durante a gestação.
Diagnóstico - é por volta dos 3 anos de idade que as características do transtorno se tornam mais evidentes. Não existem exames laboratoriais capazes de apontar a alteração. Cabe a um psiquiatra ou neurologista infantil a tarefa de identificar o autismo com base em avaliações clínicas, a partir da observação do comportamento do pequeno e dos relatos familiares.
Tratamento - o tratamento pode envolver desde o controle de remédios até acompanhamento fonoaudiológico, psicológico e terapia ocupacional.
Como funciona o aprendizado de uma criança autista - não há um padrão, mas os portadores dessa disfunção podem enfrentar entraves em certas disciplinas. Muitos conseguem acompanhar uma escolarização regular, sem adaptações. Outros necessitam de modificações curriculares devido à dificuldade de assimilar conteúdos inerentes a certas áreas de conhecimento, como matemática e português.
Desenvolvimento do autista - não é possível prever. Os pais devem se esforçar para identificar as potencialidades da criança, encorajando-o a enfrentar desafios como qualquer criança. Não é recomendado uma postura superprotetora. Há casos de indivíduos que conseguiram uma boa evolução nas áreas cognitiva, afetiva, social e motora, tiveram escolarização regular - com ou sem adaptação curricular - e obtiveram uma realização profissional.
Relacionamento de uma criança autista com os pais - apesar de não demonstrar afeto da mesma maneira que as outras crianças, isso não significa que o autista não ame seus pais. Ele simplesmente se expressa de maneira diferente. O convívio permite que a família aprenda a identificar essas manifestações de carinho.
Se eu pudesse...
Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo a fora.
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída.
(Mahatma Gandhi)
Algumas estratégias deverão ser utilizadas por parte do educador para que a criança autista consiga desenvolver capacidade de integração com as outras crianças ditas "normais": criar situações de faz-de-conta que despertem o interesse da criança; usar bonecos para representar a família; criar soluções simbólicas para ajudar a resolver os problemas; encorajar a investigar pistas e sinais; e modelar/mediar uma sequência do que se deve fazer; introduzir palavras que a criança se interesse para que, posteriormente, ela possa construir frases com elas.
Deverão também desenvolver programa de educação individualizado para focalizar nos problemas específicos da criança ou seja, terapia de fala e de idioma, habilidades sociais e treinamento de habilidades do dia-a-dia.
Quero ser o teu amigo...
Nem demais e nem de menos,
Nem tão longe, nem tão perto. Na medida mais precisa que puder.
Mas amar-te, sem medida, e ficar na tua vida, da maneira mais discreta que souber
Sem tirar-te a liberdade
Sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade,
Saber a hora de falar e de calar.
Nem ausente, nem presente por demais, simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo
Mas confesso, é tão difícil aprender! É por isso eu te suplico paciência: Dá-me tempo de acertar!...
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